Essa é uma questão muito interessante, por muitos motivos! Primeiro porque o cimento não atua como “cola”, mas sim como um preenchimento entre o implante e o osso. Segundo, porque o cimento possui características físico-químicas muito específicas.

O cimento ortopédico (PMNA – polimetilmetacrilato) vem em pó e precisa ser misturado à um líquido específico. Essa mistura é colocada no osso, em um estado pastoso, e a prótese implantada.

Cimento ortopédico: pó (polimetilmetacrilato) e líquido para ser misturado.

O cimento permite que seja formado um conjunto (osso-cimento-prótese), também chamado de compósito, que interage dinamicamente, isto é, quando colocado sobre carga, a haste se “acomoda” no manto de cimento e distribui as forças para o osso (o que é muito importante para manter a qualidade óssea). Quando a carga é retirada ocorre um relaxamento dessas forças, e a haste volta à sua condição inicial.

Esse conjunto de características especiais resulta em excelentes resultados ao longo do tempo com essa forma de fixação. No entanto, é uma técnica com vários detalhes e passos. Seu resultado a longo prazo depende de uma precisa execução da técnica!